
A depressão é um dos transtornos mentais mais comuns no mundo e pode afetar pessoas de qualquer idade. Apesar de muitas pessoas associarem a depressão apenas à tristeza, essa condição vai muito além disso. Ela pode alterar o humor, o sono, o apetite, a disposição, a concentração e até mesmo a forma como a pessoa enxerga a própria vida.
Depressão não é frescura. Não é falta de Deus. Não é fingimento. Não é falha de caráter. A depressão É um transtorno mental grave e comum, manifestado por tristeza frequente, perda de interesse ou graça em atividades e falta de energia. Diferente da tristeza passageira, ela afeta a vida diária, alterando o sono, o apetite e a concentração. É uma condição tratável com acompanhamento médico e psicológico. É uma doença que não escolhe sexo, cor, idade ou classe social. Pode ocorrer em qualquer lugar e em qualquer época.
É uma condição incapacitante a ponto de ser a principal causa de afastamento do trabalho no mundo e impactante a ponto de destruir a própria vida. A autoestima vai embora e por vezes a doença faz a pessoa questionar se ainda vale a pena viver.
Sentir tristeza após uma perda, uma frustração ou um momento difícil faz parte da experiência humana.A tristeza é uma emoção natural e geralmente está relacionada a algum acontecimento específico. Com o passar do tempo, ela tende a diminuir. Já a depressão é uma condição de saúde que costuma persistir por semanas ou meses e pode causar prejuízos importantes no trabalho, nos estudos, nos relacionamentos e na qualidade de vida.

Em algumas situações, a pessoa também pode apresentar pensamentos relacionados à morte ou ao desejo de não continuar vivendo. Quando isso acontece, é importante procurar ajuda profissional imediatamente. Se houver risco iminente de autoagressão ou suicídio, procure um serviço de emergência ou entre em contato com pessoas de confiança para que a pessoa não enfrente esse momento sozinha.
A boa notícia é que a depressão tem tratamento. Quanto mais cedo o diagnóstico é realizado, maiores são as chances de recuperação e de retorno às atividades do dia a dia.
Como o Dr Diogo pode te ajudar?

O Dr Diogo é médico atuante desde 2015. Pós-graduado em psiquiatria e psicoterapia pela Universidade Cenbrap e pelo Instituto de Psicologia Clínica (IBPC) respectivamente.
Atende presencialmente na cidade de Ceres-GO. Mais precisamente no Hospital Bom Jesus e na Clínica Rosário. E também atende on-line pacientes de qualquer Estado brasileiro ou aqueles que estão no exterior.
O atendimento é individualizado, aprofundando a entrevista sobre toda a sua história de vida. Cada paciente tem as suas nuances e peculiaridades. Cuidar de uma mente adoecida vai muito além do uso de medicamentos. É fundamental individualizar cada paciente, orientando-o sobre seus hábitos de vida e sobre como controlar melhor o próprio ambiente.
Serão tratados temas como seu(s):
- traumas
- afetos e desafetos
- emoções
- preferências
- aversões
- relações (interpessoal, conjugal, , profissional, familiar e social)
- religião
- planos
- histórico familiar
- histórico de saúde
- hábitos de vida
- alimentação
Quando procurar ajuda?

Esta é uma questão subjetiva, pois é você mesmo ou alguém próximo quem pode perceber os danos de uma depressão já instalada. Sempre que o sofrimento atrapalha de forma considerável pelo menos uma área da sua vida recomenda-se que você procure algum profissional em saúde mental. Por conta desse mal você pode enfrentar problemas na sua vida familiar, social, profissional, amorosa e até mesmo religiosa.
Muitos casos acabam se agravando com o passar do tempo sem ajuda. Diversos são os motivos que fazem com que milhares de pessoas deixem de procurar um médico para cuidar de sua saúde mental. Estigmas sociais como acreditar que cuidar da saúde mental é para pessoas loucas, vitimistas ou que querem chamar a atenção são comuns.
Às vezes o preconceito vem das pessoas que mais confiamos. Cônjuge, pai, mãe, irmão(s), irmã(s), filho(s), amigo(s) e colega(s) de trabalho.
Acontece também o contrário, quando a própria pessoa está em sofrimento intenso, mas só reconhece que precisa de ajuda quando algum ente querido o aconselha a procurar ajuda médica.
Todo sofrimento deve ser reconhecido. É sempre recomendável que seja responsabilidade do médico definir se existe uma mente doente e qual conduta ser tomada.
Sintomas da depressão:
- Tristeza permanente: na maior parde do dia sentir-se triste, sentimento de vazio, desesperança
- Perda do interesse ou do prazer: o que era bom agora perdeu a graça (a vontade vai embora)
- Alteração no peso e/ou no apetite: tanto ganho quanto perda
- Distúrbio no sono: insônia ou sonolência em excesso
- agitação ou retardo psicomotor: inquietude, não consegue ficar parado muito tempo ou movimentação lenta e escassa
- fadiga: falta de energia
- sentimento de inutilidade ou culpa excessiva: “eu sou um peso pro mundo”
- pensamentos de morte
Outros:
A depressão ainda pode vir acompanhada de outros sinais e sintomas como isolamento social, ansiedade elevada e sensação de chumbo nos braços e nas pernas.
Quais as causas da depressão?
A depressão não possui uma única causa. Entre os fatores que podem aumentar o risco estão:
- Histórico familiar;
- Estresse intenso ou prolongado;
- Perdas importantes;
- Traumas;
- Algumas doenças clínicas;
- Uso de determinadas substâncias;
- Alterações hormonais em alguns períodos da vida.
Como tratar a depressão?
O tratamento da depressão costuma ser a associação de medicação e psicoterapia.
Hoje dispomos de diversos antidepressivos e cada um tem suas peculiaridades como, por exemplo, os efeitos colaterais, mas algo comum entre todos eles é que sempre demoram em média duas a três semanas para ser percebido o início dos sintomas. Se faz necessário, em média, durante pelo menos um ano após melhora total ou considerável dos sintomas. Pode ser que precise associar mais de uma medicação ao tratamento.
A psicoterapia é SEMPRE necessária. Em casos leves existe a possibilidade de não usarmos medicamentos, mas ainda assim continua imprescindível a psicoterapia. Um psicoterapeuta bem formado é peça fundamental no tratamento e é comum que entre em contato com o médico para discutir os casos e fazer os ajustes necessários. Recomenda-se que as sessões ocorram semanalmente. Mas nem sempre é possível conseguir se adequar à essa frequência. O importante é não deixar de fazer. Nem que seja quinzenal ou mensalmente.
Em alguns casos outras abordagens podem ser necessárias, como por exemplo, eletroconvulsoterapia nos casos muito graves ou refratários e suplementação quando os sintomas surgem devido à falta de uma ou mais substância.
Graças a várias pesquisas hoje temos uma evidência científica robusta quanto aos benefícios oferecidos à saúde mental por uma suplementação bem feita. Veja algumas opções:
- Metilfolato
- Piridoxal 5-fosfato (Vit B6)
- Metilcobalamina (Vit B12)
- L-tirosina
- N-acetilcisteína
- 5-HTP
Veja também:
https://doutordiogorosa.com.br/ansiedade-quando-o-futuro-invade-o-presente/
https://doutordiogorosa.com.br/borderline-a-personalidade-das-emocoes-intensas/
https://www.scielo.br/j/cadsc/a/BLrBJNVsYBZrMk9d3wYXcCw/?format=html&lang=pt
https://www.revneuropsiq.com.br/rbnp/article/viewFile/594/255