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Dr. Diogo Rosa – Psiquiatria e Psicoterapia em Ceres – GO

Pessoa com transtorno de personalidade borderline, humor instável

O Transtorno de Personalidade Borderline tem como caracteristicas um padrão difuso de instabilidade das relações interpessoais, da autoimagem e dos afetos e de impuslvidade acentuada que surge no início da vida adulta. O estado emocional de alguém com essa personalidade parece um vulcão em constante erupção.

O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), também conhecido como personalidade borderline, é uma condição psicológica que afeta a forma como a pessoa percebe a si mesma, se relaciona com os outros e lida com suas emoções. Quem convive com esse transtorno costuma experimentar emoções muito intensas e mudanças de humor frequentes, o que pode gerar sofrimento significativo e dificuldades nos relacionamentos, no trabalho e na vida cotidiana.

O medo de ser abandonado é um dos aspectos mais marcantes do transtorno. Mesmo quando não existe uma ameaça real de afastamento, a pessoa pode interpretar determinadas situações como sinais de rejeição. Isso pode levar a comportamentos impulsivos, tentativas de evitar separações ou conflitos frequentes nos

Além disso, pessoas com personalidade borderline costumam apresentar uma autoimagem instável. Em alguns momentos podem sentir-se confiantes e capazes; em outros, podem experimentar sentimentos intensos de vazio, inadequação ou baixa autoestima. Essa instabilidade pode gerar dúvidas constantes sobre objetivos de vida, identidade pessoal e relacionamentos.relacionamentos afetivos, familiares e sociais.

A impulsividade também é comum. Dependendo do caso, podem ocorrer comportamentos como gastos excessivos, compulsões, abuso de substâncias, direção imprudente ou atitudes tomadas sem considerar as consequências. Esses comportamentos geralmente estão relacionados à tentativa de aliviar emoções difíceis ou lidar com o sofrimento emocional.

Outro sintoma frequentemente relatado é a sensação crônica de vazio. Muitas pessoas descrevem uma impressão persistente de que algo está faltando, mesmo quando aparentemente tudo está bem. Esse sentimento pode ser difícil de explicar e costuma causar grande sofrimento.

As emoções são estilo “8 ou 80”. Tudo muito intenso. A pessoa pode amar e odiar num mesmo dia. Por vezes falta o autocontrole e o que deveria apenas chatear acaba por deprimir, o que deveria ser irritante desencadeia uma ira e o que deveria ser apenas agradável passa a ser o melhor acontecimento da vida. Esse comportamento pode gerar desavenças, agressões verbais e físicas e assim trazer imenso prejuízo social. É comum vermos esse padrão de comportamento ser chamado por aí de transtorno bipolar, mas bipolaridade é uma outra condição mental que tem características bem diferentes do Borderline.

É importante destacar que o transtorno borderline não significa que a pessoa seja manipuladora, fraca ou incapaz de ter relacionamentos saudáveis. Trata-se de uma condição de saúde mental que pode ser tratada com acompanhamento profissional adequado. Muitos dos preconceitos existentes sobre o transtorno acabam dificultando a busca por ajuda e aumentando o sofrimento de quem convive com o problema.

Buscar ajuda profissional é um passo importante para quem sofre com oscilações emocionais intensas, medo excessivo de abandono, impulsividade ou dificuldades constantes nos relacionamentos. Com tratamento adequado, é possível construir uma vida mais equilibrada, desenvolver relações mais saudáveis e reduzir significativamente o sofrimento emocional.

Curiosidades sobre a Personalidade Borderline:

  • Indivíduos que se engajam muito no tratamento demosntram melhoras já no 1º ano
  • Dos 30 aos 50 anos a maioria alcança maior estabilidade profissional e nos relacionamentos
  • É sim possível um Borderline também ser portador de Transtorno Bipolar
  • Após cerca de 10 anos de tratamento mais da metade não se enquadra mais como Borderline
  • Risco maior de suicídio entre os adultos jovens

O que é Transtorno de Personalidade?

Transtorno de Personalidade é um padrão persistente de experiência interna e comportamento que se desvia acentuadamente das expectativas da cultura do indivíduo. É inflexível e abrange uma faixa ampla de situações pessoais e sociais que provoca sofrimento significativo e prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas da vida do indivíduo.

A diferença para “jeito de ser” comum é que esse padrão é rígido, começa na adolescência ou início da vida adulta, causa sofrimento significativo pra pessoa ou pra quem convive com ela, e atrapalha áreas importantes como trabalho, relacionamentos e autoestima.

A pessoa reage de forma muito parecida em situações diferentes, mesmo quando não funciona. É difícil mudar só com “força de vontade”. Não é fase ou reação a um evento. O padrão vem de anos e tende a ser estável. Gera conflito interno, ansiedade, depressão, ou problemas pra manter emprego, amizades, relacionamentos amorosos.

Não tem uma causa única. É mistura de genética, temperamento herdado, experiências na infância como trauma, negligência, invalidação emocional, e fatores do ambiente.

Ter traços parecidos com um transtorno não significa ter o diagnóstico. Só um psiquiatra ou psicólogo, após avaliação clínica, pode diagnosticar. E tem tratamento: psicoterapia, especialmente terapias como TCC e Terapia do Esquema, ajuda muito a pessoa a ter mais flexibilidade e qualidade de vida. Em alguns casos, medicação alivia sintomas como ansiedade e depressão que aparecem junto.

O diagnóstico deve ser realizado por um profissional qualificado, como psicólogo ou psiquiatra, após uma avaliação cuidadosa. Não é possível identificar o transtorno apenas pela presença de um ou dois sintomas, pois diversas condições emocionais podem apresentar características semelhantes.

Esse padrão manifesta-se em duas ou mais das seguintes áreas:

  • Cognição (formas de perceber e interpretar a si mesmo e o mundo)
  • Afetividade (variação intensa e frequente da resposta emocional)
  • Funcionamento interpessoal
  • Controle de impulsos

Sobre “cura” nos transtornos de personalidade, a resposta é: não tem cura no sentido de “tomar remédio e sumir 100%”, mas tem tratamento e melhora significativa.

Quantos tipos de Transtorno de personalidade existem?

De acordo com o DSM-5 existem 10 tipos. E também existe uma divisão entre os 10 quanto ao comportamento, que é a classificação categórica em Cluster A, B e C.

Cluster A (excêntricos e esquisitos ):

  • Esquizotípica
  • Esquizoide
  • Paranoide

Cluster B (dramáticos, emotivos e erráticos):

  • BORDERLINE
  • Narcisista
  • Histriônico
  • Antissocial (antes chamado psicopata)

Cluster C (ansiosos e medrosos):

  • Evitativo
  • Dependente
  • Obsessivo-Compulsivo (não é a mesma coisa que TOC)

Quando procurar ajuda?

PESSOA PRUCRANDO AJUDA PROFISSIONAL EM SAÚDE MENTAL

Esta é uma questão subjetiva, pois é você mesmo ou alguém próximo quem pode perceber os danos de uma ansiedade patológica já instalada. Sempre que o sofrimento atrapalha de forma considerável pelo menos uma área da sua vida recomenda-se que você procure algum profissional em saúde mental. Por conta desse mal você pode enfrentar problemas na sua vida familiar, social, profissional, amorosa e até mesmo religiosa.

Muitos casos acabam se agravando com o passar do tempo sem ajuda. Diversos são os motivos que fazem com que milhares de pessoas deixem de procurar um médico para cuidar de sua saúde mental. Estigmas sociais como acreditar que cuidar da saúde mental é para pessoas loucas, vitimistas ou que querem chamar a atenção são comuns.

Às vezes o preconceito vem das pessoas que mais confiamos. Cônjuge, pai, mãe, irmão(s), irmã(s), filho(s), amigo(s) e colega(s) de trabalho.

Acontece também o contrário, quando a própria pessoa está em sofrimento intenso, mas só reconhece que precisa de ajuda quando algum ente querido o aconselha a procurar ajuda médica.

Todo sofrimento deve ser reconhecido. É sempre recomendável que seja responsabilidade do médico definir se existe uma mente doente e qual conduta ser tomada. Na dúvida, procure o psiquiatra.

Como o Dr Diogo pode te ajudar?

DR DIOGO ROSA PSIQUIATRA

O Dr Diogo é médico atuante desde 2015. Pós-graduado em psiquiatria e psicoterapia pela Universidade Cenbrap e pelo Instituto de Psicologia Clínica (IBPC) respectivamente.

Atende presencialmente na cidade de Ceres-GO. Mais precisamente no Hospital Bom Jesus e na Clínica Rosário. E também atende on-line pacientes de qualquer Estado brasileiro ou aqueles que estão no exterior.

O atendimento é individualizado, aprofundando a entrevista sobre toda a sua história de vida. Cada paciente tem as suas nuances e peculiaridades. Cuidar de uma mente adoecida vai muito além do uso de medicamentos. É fundamental individualizar cada paciente, orientando-o sobre seus hábitos de vida e sobre como controlar melhor o próprio ambiente.

Serão tratados temas como seu(s):

  • traumas
  • afetos e desafetos
  • emoções
  • preferências
  • aversões
  • relações (interpessoal, conjugal, , profissional, familiar e social)
  • religião
  • planos
  • histórico familiar
  • histórico de saúde
  • hábitos de vida
  • alimentação

Qual o tratamento da Personalidade Borderline?

A boa notícia é que existem tratamentos eficazes. A psicoterapia é considerada uma das principais formas de tratamento para o transtorno de personalidade borderline. Durante o processo terapêutico, a pessoa aprende estratégias para compreender melhor suas emoções, desenvolver habilidades de regulação emocional, melhorar seus relacionamentos e fortalecer sua autoestima.

O padrão-ouro do tratamento da Personalidade Borderline é a psicoterapia. Ela é indispensável. A melhor abordagem é a Terapia Comportamental Dialética (DBT). É uma abordagem de terceira geração focada no tratamento de pessoas com desregulação emocional e comportamentos autodestrutivos. O objetivo central é construir “uma vida que valha a pena ser vivida”. O tratamento equilibra dois princípios filosóficos opostos: a aceitação das emoções e a necessidade de mudança comportamental.

É comum o uso de medicamentos para esse grupo, pois tem uma predisposição maior que o usual de desenvolver depressão e ansiedade patológica. Os medicamentos mais usados são do grupo dos estabilizadores de humor e os antidepressivos.

Veja também:

https://doutordiogorosa.com.br/ansiedade-quando-o-futuro-invade-o-presente/

https://doutordiogorosa.com.br/depressao-o-mal-do-seculo/

https://doutordiogorosa.com.br/bipolar-x-borderline-qual-e-qual/

Stoffers JM, Völlm BM, Rücker G, et al

 Leichsenring F, Heim N, Leweke F, et al

https://www.scielo.br/j/transtornosdepersonalidade

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